Utilizações

Last updated on ter, 2010-11-30 07:00. Originally submitted by amanda on 2010-08-17 16:39.

Aqui se destacam relatos sobre o uso de dados fornecidos por OBIS. Se você tem textos que você quer postar aqui, não hesite em entrar em contato. Ainda, se você tem publicações que você deseja compartilhar, talvez você queira nos enviar um PDF, para inclusão na nossa página de publicações.

 

O Papel da natureza: Padrões globais e preditores na biodiversidade marinha através dos táxons.
Autor:Tittensor et al. http://www.nature.com/nature/journal/v466/n7310/full/nature09329.html 
Padrões globais de riqueza de espécies e suas forças estruturantes têm fascinado os biólogos desde Darwin e fornecem um contexto crítico para os estudos contemporâneos em evolução, ecologia e conservação. Impactos antropogênicos e a necessidade de um planejamento sistemático de conservação têm motivado a análise dos padrões de diversidade e processos em escala regional até global. Considerando os padrões de diversidade terrestre e que seus preditores são conhecidos para vários táxons, a nossa compreensão da diversidade marinha global tem sido muito mais limitada, ainda mais com descobertas recentes revelando alguns contrastes evidentes em relação a paradigmas terrestres bem difundidos. Aqui vamos examinar os padrões globais e os preditores da riqueza de espécies em 13 grandes grupos de espécies, que vão desde o zooplâncton até os mamíferos marinhos utilizando os dados do OBIS. Dois padrões principais emergiram: as espécies costeiras mostraram diversidade máxima no Pacífico Ocidental, enquanto os grupos oceânicos apresentaram consistente pico através de amplas bandas de latitudes médias em todos os oceanos. Análises de regressão espaciais revelaram temperatura da superfície do mar como o único indicador ambiental altamente relacionado com a diversidade em todos os 13 táxons. Disponibilidade de habitat e fatores históricos também foram importantes para as espécies costeiras, enquanto que outros preditores apresentaram menor relevância. As áreas de alta riqueza de espécies foram, desproporcionalmente, concentradas em regiões com médio ou alto impacto humano. Nossos resultados indicam um papel fundamental de temperatura ou de energia cinética na estruturação de biodiversidade marinha em táxons inter-relacionados, e indicam que as mudanças na temperatura do oceano, em conjunto com outros impactos humanos, podem vir a reorganizar a distribuição global da vida no oceano.

 

Journal of Biogeography: Análise panbiogeográfica de padrões de distribuição em Peixe-Bruxa (Craniata: Myxinidae)
Autores: Mauro José Cavalcanti & Valeria Gallo http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2699.2007.01859.x/abstract 
Os autores pretendem analisar os padrões de distribuição mundial através da análise dos peixes-bruxa utilizando análise de faixas panbiogeográficas e tentar relacionar estes padrões com a história tectônica das bacias oceânicas. A distribuição de 47 das 70 espécies de peixes-bruxa (dos gêneros Eptatretus, Myxine, Nemamyxine, Neomyxine e Paramyxine) foi estudada pelo método de análise de faixas panbiogeográficas. A análise foi feita com dados obtidos a partir da distribuição das coleções incluídas no Sistema de Informações Biogeográficas dos Oceanos e no FishBase (http://www.fishbase.org), com registros adicionais a partir da literatura. As faixas individuais foram obtidas para cada espécie por plotagem de localidades e conectando estas por árvores de extensão mínima. Faixas generalizadas foram determinadas a partir da sobreposição espacial entre as faixas individuais. Eles encontraram seis faixas generalizadas: Golfo do México, Mar do Caribe, Atlântico Sudeste, Pacífico Ocidental, Pacífico Norte-Oriental e Pacífico Sul-Oriental. Os padrões de distribuição dos Peixes-bruxa são marcados por um alto grau de endemismo e vicariância, e são correlacionados com as características das tectônicas envolvidas em muitos dos eventos que levaram ao desenvolvimento das bacias oceânicas. As faixas generalizadas de Peixes-bruxa são compartilhadas por vários outros grupos de organismos marinhos, incluindo muitos de águas tropicais rasas, o que implica uma história comum para esta biota marinha. Em geral, vicariância é a característica principal de distribuição de peixes-bruxa, sugerindo uma diferenciação vicariante de antepassados generalizada como resultado do assoalho de marinho se espalhando entre os continentes em conexão com a formação dos oceanos.

 

Global Ocean Biodiversity Initiative (2009 Report) Definindo ecologicamente ou biologicamente áreas significativas nos mares abertos e no mar profundo: Análise, ferramentas, recursos e ilustrações. http://www.gobi.org/Library/gobi-literature/GOBI%20Report%202009.pdf/view?searchterm=gobi%20report%202009


Um dos critérios mais intuitivos em que os esforços de conservação se baseiam é "a diversidade de espécies”. Um índice que é relativamente insensível ao viés de observação é o índice Hurlbert, calculado como o número de espécies em uma subamostra aleatória dos dados disponíveis. Aplicando o índice Hulbert para dados do Sistema de Informações Biogeográficas dos Oceanos (OBIS) é possível investigar os padrões globais de diversidade de espécies (ver figura abaixo). Além disso, dados de telemetria de tartaruga-cabeçuda foram baixados do OBIS-SEAMAP (Sistema de Informações Biogeográficas dos Oceanos - Análise ecológica espacial das populações de mega-vertebrados). Os conjuntos de dados de telemetria incorporados no OBIS-SEAMAP são idéias para estudos de território e modelos de habitats.

Resumo dos mapas baseados nos dados do OBIS; esquerda superior: o número de registros disponíveis através do OBIS, corrigido para diferenças na superfície estão entre os quadrados em diferentes latitudes; direita superior: número total de espécies, corrigido para diferenças na superfície entre quadrats em diferentes latitudes; esquerda inferior: índice de Shannon; direita inferior: índice Hurlbert ou ES (50), o número esperado de espécies em uma seleção aleatória de 50 registros.

Resumo dos mapas baseados nos dados do OBIS; esquerda superior: o número de registros disponíveis através do OBIS, corrigido para diferenças na superfície estão entre os quadrados em diferentes latitudes; direita superior: número total de espécies, corrigido para diferenças na superfície entre quadrats em diferentes latitudes; esquerda inferior: índice de Shannon; direita inferior: índice Hurlbert ou ES (50), o número esperado de espécies em uma seleção aleatória de 50 registros.

 

FishBase

FishBase.org é um sistema de informações on-line sobre todos os peixes do mundo, de um modo que é global e consistente. FishBase reúne mais de 36 mil espécies de peixes, i.e. a maioria das espécies conhecidas do mundo, e está disponível para as necessidades de usuários em potencial, desde ictiólogos, biólogos pesqueiros, ecólogos e gestores até professores, administradores e o público em geral. Os aspectos que fazem com que o FishBase possa atender necessidades tão diversas reside na sua arquitetura, baseada no uso extensivo de técnicas relacionais modernas para bancos de dados..

Um aspecto especial do FishBase é a habilidade computacional de criar mapas de distribuição dos peixes, através do projeto AquaMaps. Estes mapas fazem uso dos registros do OBIS e do GBIF. Um exemplo de mapa para a perca branca é mostrado abaixo.

FishBase white perch

 

Repatriação dos dados
A gerência pública do meio ambiente deve ser baseada em dados. É ambição da comunidade do OBIS poder fornecer uma base sólida para as decisões de gestão dos oceanos, facilitando a publicação de dados sobre a biodiversidade marinha e estimular o acesso aberto e gratuito para todos os potenciais usuários do serviço. O OBIS visa estimular a pesquisa e assim gerar novas hipóteses sobre processos evolutivos e sobre a distribuição das espécies. Ao integrar dados de um vasto número de fontes, o OBIS cria oportunidades para estudar os efeitos das mudanças globais sobre a biodiversidade marinha.

Para mais dados sobre a repatriação dos dados em geral veja (em inglês): http://enbi.utu.fi/Documents/Ulla%20Helimo%20PRO%20GRADU.pdf

OBIS is a project of:
IOC-UNESCO
IODE Sponsored by:
Martin International and Les Grands Explorateurs
With in-kind support from:
Marine Geospatial Ecology Lab, Duke University
Universidad Simón Bolívar Flanders Marine Institute

OBIS strives to document the ocean's diversity, distribution and abundance of life. Created by the Census of Marine Life, OBIS is now part of the Intergovernmental Oceanographic Commission (IOC) of UNESCO, under its International Oceanographic Data and Information Exchange (IODE) programme